OS "IMPRESSIONISTAS" CONTRA-ATACAM!

Monday, February 27, 2012

O LiTRO X QE: aviso aos navegantes


Verificamos com grande pesar que o emerito economista "nacional", o menistro Burrini, declarou ha' dias atras que a situacao na Europa esta' equacionada.

Como sempre, nada poderia ser mais equivocado.

O que esta' se passando no Velho Continente e' um alivio de liquidez promovido por MarioDragao, aquele da Goldemao. Esse alivio constitue num enorme contrato de recompra, onde os bancos podem dar micos como garantia em troca de emprestimos da tal "credit facility". Mas esses emprestimos tem prazo fixo de tres anos. O dinheiro entra no mercado e opera "maravilhas bursateis". No entanto ha' uma diferenca fundamental com o QE. Neste caso Ben Bandido COMPROU O LICHO do sistema, cruzive monetizando parte da gastanca de Barack Hussein. O Fede promoveu desta forma uma melhoria de solvencia.

Ja' o seu "irmao" europeu nao melhorou porcaria nenhuma no terreno da solvencia. Esta armadilha apenas vai aumentando na medida em que os governos nacionais CONTINUAM a emitir titulos de divida publica enterrando seus respectivos narizes em montanhas adicionais de josta. Em parceria com seus bancos prediletos.

E ae, torcida, a situacao esta' realmente sendo equacionada, esta'?

Sunday, February 26, 2012

O Orloff atual: resumindo a opera




Torcida, vem comigo. O amigo que vos fala NAO esta' dizendo que o futuro do Brasil e' uma quebra assegurada a-la' Argentina.

Os pontos assinalados nos posts precedentes alertam o seguinte:


1- CCI negativa implica necessariamente em endividamento nacional. Quem tiver duvidas e' so' ler outra vez o post "Os PIGS: cada macaco no seu galho I".

2- Um endividamento passageiro e' saudavel para se implementar algum programa de mudancas estruturais que irao reverter a situacao em curto-medio prazo. Como em qualquer decisao de economia domestica.

3- O Brasil NAO esta' se endividando para crescer, mas sim para consumir. A comparacao dos numeros de 2007/2008 e 2010/2011 nao deixam margem a duvida.

4- A CCI esta' se tornando cada vez mais negativa em funcao de saldos comerciais decrescentes, que e' a unica arma que o pais tem para lutar esta batalha. A conta servicos e' estruturalmente negativa, e como (ja' mostrado aqui em posts passados) o estoque de investimento externo tem saldo enormemente negativo (-600 bilhoes de dolares), a saida de numerario nesta conta e' permanente.

5- O saldo comercial tem sido prejudicado por uma valorizacao cambial absurda, que e' estimulado pelo governo em suas acoes "estabilizadoras" da variacao da moeda, alem de permitir o uso e abuso de movimentacao de "hot money" para dentro e para fora do pais.

6- Falaciosamente prega-se 'a populacao que o IED e' uma coisa maravilhosa pois cria empregos e demonstra "confianca" na economia nacional. O post abaixo mostra claramente que nao. No caso argentino ele implicou em acrescimo no declinio da balanca comercial uma vez que trouxe mais importacao do que exportacao. Apesar de nao termos numeros do Brasil , nao vemos razao para que eles sejam substancialmente diferentes.

7- Embora o governo trombeteie aos quatro ventos que o investimento estrangeiro no pais seja a oitava maravilha do mundo moderno, coisa de economia maravilhosa, os numeros da caloteira do sul sao essencialmente identicos, guardadas as devidas proporcoes de tamanho das economias e populacoes envolvidas.

8- As semelhancas numericas com os "hermanos" pre-falencia indicam para qualquer pessoa com um minimo de responsabilidade que o mar nao e' exatamente nunca dantes navegado, e que o ceu e' de brigadeiro BURRO.

9- Cumpre-se portanto coibir a "competicao" entre capital de "green-field" (novas instalacoes fabris) com o de "hot money" para preservar a competitividade da empresa nacional e das multis recem-instaladas para manufaturas no territorio nacional.

10- Investimentos em fabricas de grande porte demandam anos de estudo e maturacao. E' indispensavel manter um minimo de estabilidade cambial para evitar catastrofes como a da Companhia Siderurgica do Atlantico. Bilhoes de dolares foram investidos desde 2005, somente para encontrar uma situacao cambial totalmente virada de cabeca para baixo quando do inicio das operaces da usina. Empresa concebida essencialmente para exportacao, ela tera' dificuldades imensas impostas pela folia cambial. Quem sabe ate' isuperaveis.

11- Embora a instalacao de manufaturas multinacionais traga uma serie de vantagens para o pais, como empregos, tecnologia, equipamentos mais modernos, competicao, etc, etc, EXISTE UM SEM-NUMERO DE DESVANTAGENS QUE NUNCA SAO CITADAS PELA MIDIA EPECIALISSADA OU PELOS ECONOMISTAS DE PLANTAO, a saber: remessa de lucros, eventual deficit comercial em funcao da utilizacao da cadeia de suprimentos da matriz, crescimento a partir de lucros reinvestidos em lugar de novos aportes de capital, ou mesmo deficit puro e simples uma vez que a multi pode se dedicar a atividades "non-tradeble", ou servir puramente ao mercado domestico.

12- Com base no item anterior, e' mais seguro olhar para o IED como um emprestimo contraido com o exterior, onde o pais tera' que "alavancar" os beneficios porque EXISTE UMA CONTA A PAGAR FOR-FUCKING-EVER para a empresa estrangeira instalada no pais.

13- Dentro disso, e' um enorme despauterio equilibrar o fluxo negativo de deficits em Conta Corrente com entradas de IED.


CQD!

A falacia neo-liberal do IED: o exemplo argentino, e quem sabe, brasileiro


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Cambada, vem comigo.

Vejam a tabela acima referente a 1997. O ano e' muito bom, porque como os cumpadres podem verificar no post imediatamente abaixo, foi bem no meio do periodo em questao, entre 1992 (inicio da festa) e 2001 (quebra inapelavel), e bem antes da "farra do boi" privatizante. Ve-se nesta tabela, de maneira insofismavel, que apenas o setor que investiu em produtos primarios, como extrativismo organico e mineracao, gerou saldo comercial na balanca internacional. O resto gerou DEFICIT, torcida!

Primeiramente porque muitas dessas empresas investiram em setores de "non-tradables", como servicos de telecomunicacoes, por exemplo. Depois porque em geral, as empresas que entraram em outros setores, como o manufatureiro, trouxeram sua propria cadeia de suprimentos. Nao se pode confundir o que esta' se passando agora, na epoca do pos-consenso-de-uoxinton, com o ocorrido no periodo da alavancagem do processo de industrializacao do sub-continente. Naquele tempo, quando uma montadora se instalava no pais, como a importacao era controlada a ferro e a fogo, um sem-numero de industrias-satelite era criado, como auto-pecas, para ficar no exemplo mais imediato. Entao o balanco era essencialmente positivo. Agora nao mais. A patota estrangeira ja' nao necessariamente traz a contrapartida comercial em termos de geracao de divisas para sustentar sua remessa de lucro para a matriz.

No caso argentino, elas claramente agiram no sentido do AGRAVAMENTO DA SITUACAO CAMBIAL!

Enquanto isso, o parque industrial nacional era sucateado, criando uma situacao catastrofica de longo prazo que obviamente ainda nao se resolveu.





COMENTARIO SECRETO: vejam quanta grana entrou em 2000, na esteira das privatizacoes. Em 1999 tambem entrou um rio de dinheiro. Conforme apresentado no grafico do post abaixo, foi aproximadamente o DOBRO! Se nao hovesse o uno-a-uno, a moeda fatalmente teria ... SE VALORIZADO!!! IGUALZINHO ACONTECE HOJE NO...NO...NO...BRAZIIIIIILLLL!

Nao e' mesmo uma coisa mais do baralho possivel, hein, torcida, digam para o Kleber S., digam! Nos dois anos imediatamente precedentes 'a quebra, a moeda argentina, numa situacao de flutuacao de cambio, teria ido para as NUVENS!


Entao e' bom parar de achar que os argies quebraram por causa do uno-a-uno. Quebraram sim porque se dedicaram a cobrir CCI deficitaria com IED por um tempo longo o suficiente para acumular mais dividas do que a sua credibilidade crediticia.

Mas prossigamos com o enterro...




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Vejam na tabela da ilustracao acima que interessante o que esta' se passando em anos recentes com o que realmente interessa ao pais, o investimento na chamada "green field operation", o sea, empresas completamente novas criadas a partir do nada.

Investimentos em metalurgia, industria automotiva, e servicos de hotelaria, claramente trazem um POTENCIAL de beneficios diretos para o pais. Ja' os feitos em mineracao e petroleo apenas antecipam a retirada do sub-solo de material exaurivel, com a diminuicao da ampliacao do capital nacional, agravada com a remessa de lucros para as matrizes do exterior. Telecomunicacoes sao claramente predatorias em termos de balanco de pagamentos. Infelizmente a alternativa e' a ineficiencia corrupta de tipos como a Telebras, por exemplo, que representavam um estrangulamento no desenvolvimento do pais. Mas isso nao quer dizer que nao houvessem alternativas melhores do que a entrega pura e simples ao capital estrangeiro.

Nao estamos postando isso como um libelo contra o Investimento Estrangeiro Direto. Estamos sim dizendo que:


1- O consenso de Uoxinton e' uma falacia monumental.

2- A adocao de seu receituario e' um caminho seguro para a inadimplencia de um grande numero de paises mais fracos.

3- Os beneficiarios deste modelo sao os Grandoes e os Financialistas.

4- Cobrir deficit em CCI com IED e' de uma burrice lesa-patria.


Em adicao, tambem queremos informar que:

1- A Argentina NAO quebrou por pura e simples idiotice.

2- O Brasil - desde o episodio do estelionato eleitoral - esta' trilhando o mesmo caminho.

3- Isto NAO significa que os resultados serao necessariamente os mesmos.

4- No entanto, isto podera' acontecer caso nao haja uma mudanca de politica economica em tempo habil.

5- O ufanismo brazuca-petelho e' totalmente injustificavel, pois os malditos "fundamentos solidos" da economia brasileira estao na mesma base dos argentinos do pre-quebra.

6- Apostar todas as fichas no "cambio flutuante" como tabua de salvacao e' ignorante, irresponsavel e miope, pois claramente o CF NAO esta' conduzindo a uma taxa de cambio equilibrada; basta olhar o que tem se passado nos ultimos tres anos.



E a solucao e'...LEILAO DE I.O.F. com o sistema PID de controle de cambio!



UM BRUTA DE UM CQD DO BARALHO, CUMPADRES!

Brasil e Argentina, na mesma cartilha



Pessoal, a ideia que a galera do Brasil tem sobre a quebra do pais vizinho e' em geral muito distorcida pela visao negativa que a maioria dos brasileiros tem sobre os "hermanos".

A visao da tchurma e' a seguinte, o':

1- O pais se meteu a balao de jogar bola com os grandes.

2- Do alto de sua arrogancia atrelaram a moeda ao dolar no famigerado uno-a-uno, estupidamente via dispositivo constitucional.

3- Ae entao se botaram a consumir importados como se nao houvesse amanha.

4- Um dia se endividaram demais, perderam o credito, acabaram com o "peg" desvalorizando a porra do peso, deram calote na rapaziada incauta, e se tornaram parias da comunidade internacional.


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Mas num e' tao simples assim, viu, torcida. Vimos no post inicial desta serie ("Brasil, Argentina, e o Orloff") que:

- O endividamento argentino da epoca imediatamente antes do calote era apenas 75% do que o brasileiro e' hoje!

- O deficit em conta-corrente era da mesma magnitude do brasileiro na atualidade. Nao nos esquecamos que o Brasil e' cinco vezes maior do que a Argentina.

Isso e' o que conta, torcida, o resto e' "explicacao". Tanto faz se a CCI e' deficitaria em funcao da balanca comercial ou de servicos, ou ainda de remessas para o exterior. Se isto se da' por causa de "peg" da moeda ou simples incompetencia de gestao economico-financeira ("Huuuuum", disse o boi!). O fato e' que CCI negativa requer endividamento (vide a Identidade Maldita). Quando o "mercado" acha que este limite foi atingido, o pais ta' frito. E' simples assim. A consequencia imediata e' que para de pintar din-din. Vejam o que esta' se passando atualmente com os Baxinhos, tanto da Zona como da Cortina.


Vejam a tabela acima que gozadinha. Contrariamente ao que a galera pensa, o Investimento Estrangeiro Direto naquele pais NAO SO' NAO MORREU, como e' da mesma magnitude que o do Brasil.

Verifiquem tambem que o que realmente faz o pais crescer e' a conta "Equity Contributions" (Contribuicoes de Patrimonio Liquido). "Changes in Ownership" e' perigosissimo, porque consiste apenas na compra de uma empresa nacional existente por uma multinacional qualquer, que pode ou nao investir mais grana no pais para faze-la crescer. Alias, isso muito geralmente e' feito via a primeira linha da tabela, "Reinvested Earnings" (Lucros Reinvestidos), que nao e' dinheiro novo, mas apenas dinheiro que deixa de sair. O "Intercompany Debt" e' outra faca de dois gumes, afiadissimos. Tanto pode servir para investimentos, como tambem como retirada de capital. Vejam voces a imensa volatilidade deste item!

Mas como sempre, eu guardei a perola por ultimo. Os cumpadres viram como a IED caiu de cabeca em 2009? Praticamente 50%? Entao sustentar deficit em CCI via IED faz bem pra saude, faz?







Agora vejam ozamigos o grafico acima. Ele nos traz uma gama imensa de observacoes e indagacoes.

1- Notem grande pico de 1999/2000, quando o pais estava ja' indo em direcao ao bico do corvo, mas mesmo assim houve um inacreditavel fluxo de capital estrangeiro sendo investido no pais em PRIVATIZACOES.

2- Mesmo antes deste pico, o pais tinha ae uns 2.5% do PIB de IED em media de 1995 a 1998. Isso em termos de Brasil de hoje equivale a cerca de 50 bilhoes de dolares.

3- Coincidentemente, este e' maizomenos o rombo da CCI, que tem sido coberta por.......IED!

E ae, galera, estao reparando nas semelhancas, estao?


continua...

Saturday, February 25, 2012

O efeito Orloff ainda nao morreu


E' certo que a Argentina nos anos subsequentes 'a eliminacao de seu processo hiperinflacionario em 1991 cometeu asneiras inenarraveis. O "peg" constitucional ao dolar americano foi uma burrice "cavallar".

Mas eu acho que a fixacao sobre este tema tatico tem obscurecido a visao do conjunto, e colocado um rotulo sobre a situacao de modo a esconder as consequencias de qualquer decisao economica brasileira vis-a-vis o mesmo tema, uma vez que agora - orgulhosa, para nao dizer cabotinamente - trabalhamos com "cambio flutuante".

E' certo que o "peg" cambial argentino trouxe as seguintes consequencias, atrelando o pais ao:


1- Crescimento da produtividade americano. Se nao fosse por outro fator qualquer, este por si so' teria arrebentado com a situacao argentina a longo prazo. Somente um imbecil do quilate do Maradona poderia imaginar, entre uma cheirada e outra, que seu pais pudesse ter equiparacao de longo prazo no quesito.

2- Valorizacao da moeda americana entre seus pares. Na epoca imediatamente precedente 'a quebra foi isto mesmo que se sucedeu, com o dolar explodindo em relacao ao euro e ao real, grandes parceiros economicos argentinos.

3- Politica monetaria americana. Com o aumento da taxa de juros daquele pais, o dolar se valorizava, assim como a porcaria do peso. So' que os capitais entao se focaram em financiar a divida americana, micando por consequencia os titulos de divida argentinos.


Com moeda sobrevalorizada e sem fontes de financiamento, o fato de o pais quebrar nao foi nem um pouco espantoso.


continua...

Brasil, Argentina e o Orloff



Relacao Divida/PIB do Brasil



Quem nao se lembra da propaganda do vodka Orloff:

"Eu sou voce amanha!"

que gerou a famigerada expressao "efeito Orloff", comparando os destinos economicos de Brasil e Argentina, com os hermanos sempre um passo 'a frente em direcao ao abismo?





Vejam que interessante o desenvolvimento da CCI argentina nos anos precedentes 'a tragedia economica de 2001.



Observem tambem o endividamento federal em relacao ao PIB.




Agora deem uma outra olhadinha nos graficos acima sobre os numeros mais recentes do nosso pais, em particular os do pre' e pos estelionato eleitoral do energa-etilico e sua cumadre. Comparem-nos aos da argentina pre-falencia.



Qualquer lulla ve que a situacao dos numeros e' muito pior, certo, cumpadres?

"Aha, Klebao, mas foi por causa do uno-a-uno, pra nois agora e' diferente!"

"Huuuuuummm", disse o boi...


Estaremos discorrendo sobre isso nas proximas horas.

A ilusao do cambio flutuante


Nao haveriam entretanto outros instrumentos de controle da taxa de cambio?

E' claro que sim. So' que o resultado e' issoquitai'.

Uma das grandes panaceias e' a falacia do cambio flutuante. Que curiosamente virou mito nacional! Ser contra o CF e' ser anarfa. Os resultados? Ah, eles que se danem!

Pessoal, o cambio flutuante - ainda mais com a "flutuacao suja" praticada no Brasil - e' uma armadilha que tem trazido resultados que se provarao catastroficos no longo prazo. Porque ele nao evita nem quebra a formacao de tendencia, meu povo.

O cara que acredita no CF para trazer a taxa ao equilibrio e' o mesmo tipo de sujeito cuja mulher chega tarde em casa umas tres vezes por semana e diz que ficou jogando cunversa fora no cabeleireiro. Apesar de quase sempre voltar meio desgrenhada.

"Ah, ela tava no cabeleireiro, tudo bem!"

Ou

"Ainda bem que o cambio flutua e logo teremos o equilibrio restabelecido".

E' isso que temos visto no pais, e', cumpadres, falem para o Kleber S., falem!

Nao. Pelo simples motivo que quando os computadores detectam uma tendencia, eles a forcam ate' a ruptura. Quando entao eles mudam de lado. Enquanto isso os energa-economistas do oba-oba nacional ficam pregando que as porras dos "fundamentos sao solidos" e que "agora e' diferente".

Por sua vez, o governo fica tentando "amortecer" a instabilidade, comprando ou vendendo moeda o que SOMENTE PIORA O PROBLEMA DE LONGO PRAZO, porque da' ao mercado a confianca de que quando a aposta ferrar e ele precisar mudar de lado, o Bacen estara' la' para garantir uma transicao tranquila de comprado para vendido ou vice-versa. Caso o governo realmente deixasse a volatilidade imperar, neguinho iria certamente ser mais cuidadoso, o que causaria uma retracao do capital de cassino no pais.

Torcida, folia cambial traz consequencias de longo prazo. Uma vez confrontado com a morte via asfixia, muitos empresarios brasileiros foram buscar fornecedores de bens intermediarios na China. Uma vez com o pe' no Brasil, esses caras nao saem mais. E' perda de emprego com subtracao na CCI para um prazo longuissimo, se nao for para sempre. O estabelecimento de um canal comercial tem efeitos duradouros, cambada. Nao precisa nem comprar nada do tal fulano. Basta ter uma cotacao baixa que a margem do concorrente nacional ja' foi pro vinagre.

Mas isso so' sabe quem trabalha na "economia real". O pessoal de gabinetes economicos so' sabe ler estatistica, chegar nas suas conclusoes ideologizadas, e depois dar o "spin" na imprensa para iludir o povo.

Mas num e' tudo uma lastima, mesmo, hein, cumpadres?

A aplicacao do PID no controle cambial

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Na figura acima efetuamos um procedimento de calculo para o "problema do Zelao", onde para o bem da simplificacao omitimos o termo Derivativo - o que seria absolutamente equivalente a colocar uma Constante Derivativa igual a zero.

O que e' realmente importante entender do sistema de controle e' que:


1- O termo Proporcional corrige a tendencia do erro: se o erro e' crescente ele aumenta, se o erro decresce ele diminue, independentemente do "lado" (positivo ou negativo) em que o erro se encontre. ELE NAO EM MEMORIA.

2- O termo Integral corrige o fato de o erro ser positivo ou negativo, independente da tendencia de movimentacao deste erro. Tambem e' o responsavel por correcoes de longo prazo, pois uma vez que ele e' sempre somado ao termo calculado no instante anterior, ele carrega "memoria".

3- Embora omitido propositalmente no exemplo acima, apenas para dar uma nocao aos amigos nao-engenheiros, o termo Derivativo corrige a velocidade de variacao da variavel controlada.


Quais sao as vantagens sobre os modelos Deterministico ou Estatisticos?

1- Nao exige conhecimento de leis fisicas que governem o fenomeno.

2- Nao e' feito em cima de condicoes "ceteris parebus", que podem muito bem nao se verificar no longo prazo.



Qual e' a analogia com o controle da cambio?


1- Obejtivo de controle:

a- Temperatura da agua

b- Taxa de cambio



2- Variavel controladora:

a- Vazao de agua

b- Entrada de moeda estrangeira



3- Mecanismo de controle da variavel controladora:

a- Valvula com atuador

b- Leilao de I.O.F.



CQD!

Friday, February 24, 2012

Como funciona o PID




Um dia o Zelao - que nao era chegado no batente, mas gostava de uma birita - depois de anos de "experimentacao", conseguiu criar em casa uma receita de cerveja que era um verdadeiro nectar dos deuses! Ai' ele resolveu abrir uma pequena micro-cervejaria numa chacara herdada do avo da Mariazilda e produzir sua grande criacao para bem da humanidade. So' tinha um porem: a temperatura da agua tinha de ser controlada exatamente entre 38 e 42 graus. Se muito quente o teor alcoolico diminuia por evaporacao, muito fria a porcaria da mistura nao fermentava direito.

Esta agua era contida num reservatorio de aco nas dependencias externas da casinhola e tinha uma bomba para suprir agua na vazao desejada para manter a maldita temperatura. Mas so' que ele nao sabia como faze-lo.

"Ae, Mariazilda, porra, por que qui tu num chama o seu sobrinho, aquele pivete que faz engenharia, pra ajudar aqui no problema."

Mariazilda, exultante que o marido finalmente tinha arranjado uma ocupacao, atende solicita, e no fim de semana la' veio o garoto.

Este problema e' de facil solucao pela utilizacao de um modelo deterministico, porque ja' faz uma pa' de tempo que a humanidade sabe que

Q = M * Cp * Delta (T)


formula esta que todos nos aprendemos no colegio. Mas imaginemos que isto nao fosse conhecido, e que o garoto tivesse que bolar uma solucao original.

A primeira opcao de todo mundo seria criar um modelo estatistico. O pivete-engenheiro iria entao determinar a correlacao entre a variacao de temperatura na agua no reservatorio com as variaveis conhecidas ou imaginaveis. Obviamente a primeira seria com a quantidade de agua despejada pela bomba. Mas ai' ele verificou que dependendo da hora do dia, precisava de mais ou menos agua porque a temperatura ambiente variava. Entao a equacao de correlacao precisava de pelo menos duas variaveis independentes. Ae ele percebeu que quando ventava a agua tinha a tendencia de esfriar mais no inverno e menos no verao. Apareceu ae uma terceira variavel, que era a velocidade do vento. Mas tambem acontece que a area tinha um pequeno pomar no lado leste do reservatorio, entao mais uma variavel apareceu, que era a direcao em que o vento soprava.

Uma vez que tudo estava equacionado, ele comprou um micro e um atuador na porra da valvula, alem de uma pa' de sensores para monitorar temperatura ambiente, da agua, velocidade do vento, direcao, etc, etc.

Uma vez tudo instalado o Zelao comecou a fabricar a porra da cerveja. Vendeu qui nem agua, ate' o dia em que choveram tantas reclamacoes que ele teve que fechar o estabelecimento e abrir falencia. Claramente naqueles lotes a fermentacao estava incompleta e a coisa tinha um gosto horrivel.

O que teria sido o grande erro do pivete? E' que a estrada de acesso 'a chacara era muito pessima. Entao em dias de chuva ele nao comparecia ao local para coletar os dados. Seu modelo foi portanto baseado em estatisticas coletadas em dias de sol. Quando veio uma temporada de chuvas, o reservatorio esfriou mais do que o esperado.

E ae o Zelao sifu.



continua...

Thursday, February 23, 2012

O controle de cambio via sistema PID




Galera, seguinte. Quatro posts abaixo - e no link nele colocado indicando outro post publicado em agosto de 2011 - expusemos o conceito de controle da taxa cambial via leilao de I.O.F. Nao briguemos por questiunculas legais, particularmente porque no nosso pais a lei e' - DESGRACADAMENTE - coisa pra otario, certo, cambada. No entanto, para os puristas que assim o quiserem, chamem a coisa de "contribuicao cambial espontanea", ou coisa que o valha. O que realmente importa no assunto e' o conceito.

Uma primeira pergunta dozamigos poderia ser a seguinte:


"Po, Klebao, mas que porcaria e' essa de leilao, meu! Bota logo ae um I.O.F. pavoroso de alto e assim a gente acaba com a festa de uma vez!"


Num e' por ae, viu, cumpadre. Um valor fixo pode ser bom hoje, mas excessivo amanha. Ou insuficiente tempos depois. Por isso mesmo, com o procedimento proposto no link de agosto, o governo poderia automaticamente variar o valor da tal "contribuicao espontanea", uma vez que o bijetivo NAO e' este numero, mas sim quanto dinheiro ele vai deixar entrar.

"Aha, Klebao, mas cume' qui eles vao saber determinar quanto dinheiro eles devem deixar entrar para atingir uma dada taxa de cambio, meu, ce ta' ficando loco? Eles sao tudo meio anarfa e isso e' tarefa de leao!"

Bom, existem algumas opcoes, viram cumpadres. Facamos uma analise logica rapida das mesmas.


1- Modelo deterministico

Teoricamente ate' pode ser possivel. Para coisas fisicas isso muitas vezes o e'. Mas dada a complexidade, para a proposta em questao eu realmente nao acho que seja.

2- Modelo estatistico

Embora mais factivel, existem limitacoes importantissimas neste tipo de modelo. Em primeiro lugar o valor apontado no final da calculeira nunca seria de qualidade melhor do que o indice de correlacao da regressao efeuada. Alem disso, mais uma vez, a complexidade pode ser enorme e o analista pode acabar deixando de lado - ou subestimando a importancia de - alguma variavel importante. Alem disso condicoes de contorno podem mudar no meio do caminho, portanto eliminando a condicao sine qua non de "ceteris parebus", que constituem a base de qualquer modelo estatistico. Por exemplo, o aparecimento de uma guerrilha anti-xavista na Venezuela poderia fazer com que muita gente procurasse investir no Brasil. Ou nao, como diria Caetano.

3- Sistema P.I.D. (Proporcional Integral Derivativo)

Largamente utilizado em engenharia, em principio este tipo de sistema pode ser o ideal para a situacao. Ele equivale a uma correcao por "tentativa e erro", segundo um algoritmo de controle pre-estabelecido. Nas proximas horas estaremos detalhando como isto poderia ser implementado. Fique ligado!

Grecia: foram longe demais!




Pessoal, caso alguem queira saber a definicao de "crime lesa-patria", e' so' dar uma olhada no acordo que o governo BIONICO grego engoliu da Troika financialista para poder ficar no sistema euro por mais algum tempo. Isso porque como ja' cansamos de esgoelar aqui neste blog, nao ha' solucao sem uma default portentoso.

Em primeiro lugar eles aceitaram mudar a lei que governa a emissao dos novos bonds, de grega para britanica. Isto e' um absurdo, a britanica nao deixa feridos em caso de calote, mas outros paises o fizeram, como Portugal, por exemplo.

Mas o que esses politicos venais fizeram para merecer a FORCA foi colocar as reservas de ouro gregas como GARANTIA!

A Grecia tem 111 toneladas em reservas, torcida (o Brasil somente 36). Sao apenas uma pequena fracao do montante da divida, mas em caso de retorno 'a drachma, SERIAM O UNICO LASTRO DA NOVA MOEDA!

Isto e' o equivalente a abdicar de direito de soberania, meu povo! Nunca em calote nenhum ativos de propriedade coletiva de um pais foram arrestados por credor nenhum! Mas na Grecia a canalha que os governa acabou de entregar a cabeca do povo de bandeja!


E' verdadeiramente espantoso verificar o nivel em que a sociedade europeia desceu para contentar os financialistas!

Wednesday, February 22, 2012

O boato sobre o Pacote Grecia II



Os cumpadres que acompanharam o noticiario da semana passada de perto, certamente puderam perceber que o Dr. Mengele, digo, Schauebele estava falando sem meias medidas que ele achava que a Grecia deveria ser deixada ao relento, no que foi discretamente ignorado por Angelita von Scheisse, e apoiado por outras figuras do "establishment" alemao.

Mas eis que nao mais que de repente, vem ele no fim de semana dizer que nao era bem assim, que o pacote tava limpeza e que a Grecia so' teria que cumprir o prometido que iria dar tudo certo.

Dizem as mas linguas e' que esta mudanca de posicao foi causada por um recado - que como nao poderia deixar de ser, foi passado pelo moleque Geithner - do nosso farao', Barack Hussein, onde ele "proibiu" quizumba antes das eleicoes.

Mantenhamos os olhos abertos.

Tuesday, February 21, 2012

Grecia: para acabar com a palhacada de uma vez



Torcida, deem uma olhada na CCI nacional. Ela ate' parecia estar tomando tenencia ate' o meio do ano, mas no fim acabou descarrilando de uma vez. Muito provavelmente devido a saida de dinheiro do pais, que esta' massacrando as empresas e consequentemente a producao local. O ritmo de fechamento do ano foi entre 8 e 9% do PIB.

Um popular grego disse em uma entevista recente, com muita propriedade:

"Nao somos a Argentina. Ela tem um setor agricola muito forte. Nos importamos comida".

Portanto nao importa quanta grana a tal da Troika acabe parindo no acordo atual, e a despeito de quanta austeridade o "governo" grego (BIONICO) concorde em estabelecer, a porcaria da divida NAO vai ser paga, em qulquer montante em um futuro tao longinquo quanto possamos imaginar.





Ou sera' que a "conta turismo" vai fazer para o gasto? Dificil, num e' mesmo, cambada?





Mas quem sabe a dupla "Azeitona e De Oliva" faca o trabalho? Tambem ta' russo, certo, pessoal? Vai precisar de um novo "diluvio", desta vez em azeite.

Entao acho mais e' que "Calotinho e Calotona" vao acabar prevalecendo, e' so' uma questao de tempo...